Shania Twain

sábado, novembro 04, 2006

Entrevista à Maxim - 2003

Olá a todos!

Hoje quero mostrar mais uma entrevista, traduzida por minha professora de inglês Viviane e editada por mim.
Em idos de 2003, Shania Twain posava em fotos sexys para a Maxim, uma revista que mostra ensaios fotográficos femininos ao estilo Paparazzo. Mas nem só de carne vive o homem. Sendo assim, também respondeu a perguntas da redação, que de muito bom humor, deu um tom engraçado e ao mesmo tempo formal à entrevista. Já na premissa é possível perceber o estilo das perguntas, feitas em junho do mesmo ano. Espero que apreciem mais esta tradução e que peçam mais destas. Comentem-na, ou Shania Chan partirá a cara de vocês! rs

Maxim – Junho 2003 - Por Eric Alt.

Ela vem do Canadá, ama rock pesado e Abba, e espera fazer um filme fofinho com Jackie Chan! Encare-a: Shania Twain não é a estrela country do seu papai.

Ninguém parece capacitado pra isso, mas você nos deixaria colocar um rótulo na sua música?
Não. Não sei porquê há esta necessidade de categorizar as coisas. Eu cresci numa cidadezinha que tinha uma estação de rádio onde se deveria agradar todo mundo. Então, é claro, você ouve Led Zeppelin e Dolly Parton na mesma hora. [risos] E até era legal.

Então, como você decidiu pelo country quando começou?
Quando fiz meu contrato de gravadora, as pessoas diziam: “você sabe, precisa decidir”. Porque as canções da minha “demo” estavam em todos os lugares. E naquela época havia uma explosão da música country, eles estavam procurando artistas. Country é natural pra mim, então o fiz pensando “Yeah, será confortável”.

Cantar em bares, sendo tão nova, deve ter te ajudado a ganhar confiança. Alguma estória de horror?
Um monte de brigas de bar. Me lembro de uma vez, eu era adolescente, estava ajudando a banda com os equipamentos num bar. Eu fazia muito isso, ajudava a organizar o equipamento, as luzes. Então lá pelas três da madrugada, um cara e o irmão ficaram esperando as luzes se acenderem. Daí eles se abaixaram e começaram a vasculhar o chão. E eu perguntei “O que vocês estão procurando?” E eles responderam “Estamos procurando o dente dele!” [risos]

Qual foi a canção mais popular com o público boêmio canadense?
Uma canção que era muito pedida é “Working for the Weekend”. Lembra dessa? Loverboy. Claro, era um conjunto canadense.

Ah, Loverboy! A banda que nos ensinou que as “principais” jamais deveriam se desgastar. Jamais. Então, em quem você se inspirava?
Ah, eu tinha muitos ídolos na música. É claro, Dolly Parton e Willie Nelson. Estes são dois dos meus maiores ídolos country. Stevie Wonder, Gladys Knight, Etta James. Adorava Abba. Adorava ELO. Adorava os Bee Gees. Fleetwood Mac... Supertramp... E assim vai.

Você é bem eclética! Há algum estilo de música que você não suporte?
Na verdade, não. Sempre há um grupo ou artista que faz bem um tipo diferente de música. Então não posso dizer que há algum gênero que eu odeie. Inclusive heavy metal. Eu sei que algumas pessoas não curtem heavy metal, mas eu curto. Só acho que tínhamos algo diferente no Canadá.

Falando em “diferente”, canadenses parecem gostar de hockey. E você?
Oh, sim.

Você tem algum time preferido?
Enquanto eu crescia, havia sempre disputas entre os Leafs e os Habs [Montreal canadense]. Mas não importa quem está jogando; gosto mesmo é de uma boa partida.

Tudo isso é canadense pra nós. Então, o que é “icing”?
É quando o disco de hockey cruza a linha azul no lado oposto do ringue sem ter um jogador daquele time do outro lado pra receber. É, acho que é isso.

Parece certo. O que você achou da sua performance no show do intervalo do último Super Bowl? E o Sting lhe pareceu tão bom como sempre dizemos?
Foi um teste de nervos... mas legal. Foi um evento legal. Encontrei Gwen Stefani, que eu nunca tinha encontrado antes. Ela é tão doce e alto-astral. E Sting é legal, realmente “o cara”.

Você teve chance de falar com algum dos jogadores?
Eu não. Era tudo muito sério, cara. Todos os jogadores estavam, tipo, ligados em “modo sério”. [risos]

Parabéns por ter sido nomeada pela PETA a Vegetariana Mais Sexy!
Eu fui?!

Foi sim. Não temos certeza de como você venceu Moby. O que te fez virar uma vegetariana? Um bife ruim?
Na verdade, muitas coisas. Principalmente a saúde. Não sabemos mais o que há em nossa carne. E se encontro alguém que tem câncer, me dizem que a primeira coisa que os médicos cortam é carne. “Bem, acho que isso quer dizer alguma coisa, hum?”

Mas você era carnívora, graças ao fato de seu padrasto ser um "sanguinário" índio Ojibwa.
Sim. Nós comemos muita carne de caça na infância. Castor, alce, urso...

Mmm... urso.
Passamos muito tempo na reserva, então essa cultura estava sempre a nosso redor. Trabalhei com meu pai no campo, que era como uma ocupação banal. Muitos nativos realizam estas tarefas porque estão seguros lá.

Devo... evitar... piada... juvenil... Então, foi fácil largar tudo isso? Oh, cara, lá vamos nós de novo...
Como eu disse, ser vegetariana é uma questão de saúde. E Mutt é vegetariano há 30 anos e está bem pra sua idade.

Ah, sim, seu marido, o famoso produtor Mutt Lange. Você o chama de Mutt em casa?
Me refiro a ele como Mutt, porque é quem ele é. [risos] Mas também o chamo de Amor, porque “Mutt” não serve sempre.

Parece quebrar o clima, não? Como ele pegou este nome? Ele tem pulgas?
É um apelido de infância. Talvez ele fosse uma criança feia, sei lá.

Seus clipes são um tanto sensuais... mas também são engraçados! É difícil equilibrar?
A música que escrevo reflete minha personalidade. É sincera. É meu senso de humor, minha perspectiva. Também procuro gravar coisas que têm impacto ou algum tipo de descaramento, pois mantém alto o nível de energia necessário pra fazer ao vivo. Escrevo canções melancólicas, mas não as gravo – quero me divertir!

Aquela saliente capa de leopardo reflete o seu verdadeiro jeito de ser?
Não é como entrar num “modo sensual” ou coisa assim. Sou boba quanto a isso. Nos meus shows, crianças vêm vestidas assim. Você tem crianças de 4 ou 5 anos vestidas com capas de leopardo que suas mães fizeram. Não tem a ver com sexo. É apenas “Vamos nos divertir com as roupas”.

Nossas mães também nos faziam usar essas coisas. Não falemos sobre isso. Já pensou em atuar?
Faria como experiência, mas nunca foi um sonho meu. Poderia me ver fazendo um filme com Jackie Chan ou algo parecido. Teria que ser engraçado, porque não me importo em fazer palhaçada comigo mesma.

Enfim, você gostaria de bater em quem te descreve como “um pouco country, um pouco rock”?
Não. Digo... isso é clichê. Mas, você sabe do quê mais? Tem um fundo de verdade.

Abraços

9 comentário (s):

Je@n C@rlo Tw@in disse...

Oi Paulo, adorei a entrevista, cada curiosidade que eu nem sabia, falando nisso, pelo jeito a Sha num gostou muito da sua apresentação no Super Bowl não hein. Essa entrevista foi realmente muito legal e interessante e a tradução tb ficou muito boa. Vlw por compartilhar, no q depender de mim pode ter sempre entrevistas traduzidas aqui, afinal são muito enriquecedoras pro nosso conhecimento sobre a Shania. Abraços e t+

Daniele Labanian disse...

Paulo, já tinha traduzido essa entrevista, curiosidade minha mesmo. Legal hein? Sabe o négócio que pedi para postar o wall, dã que eu sou, nossa cara nem percebi, olha que li umas dez vezes e não vi o link. Foi mal e valeu pela entrevista. Ahhh uma curiosidade, vc retocou aquela foto da maxim? nossa está muito mais bonita do que eu já tinha visto. Será que todo homem leu a entrevista? Daí vamo saber se é só de carne que vive o homem...Huauauau
Agora deixa eu parar de escrever se não Shania Chan vem átras de mim.

Allinny Twain disse...

Oi Paulo, cara adorei a entrevista, ta demais, continue traduzindo essas coisas pra gente?Eu particulamente adoro...rsrsrs,eu queria a tradução do dvd The Specials, vc sabe onde tem???Se souber me da um toque por favor???Vlw Abraços e bju

Polly disse...

Adorei a entrevista, já salvei ela aqui, prá ler de vez em qdo. Nossa, já pensou a Shania atuando com o Jackie Chan (adoro os filmes dele)! O Roddy já fez um filme com ele,o "A hora do rush", mto comédia!
Valeu por dividir!
Pronto, acho que me livrei de tomar uma pernada de Shania Chan, né?

Paulo Twain disse...

É, todos estão à salvo agora, pois além da Super Shania - da Luana -, temos a Shania Chan pra nos proteger!

Valeu pessoal! Sempre que der, encho o saco da minha professora pra traduzir e faço as adaptações e traduções que ela não conseguir pra poder postar aqui. Eu tb adoro fazer isso, pois engrandece a bagagem shanática da gente, é muito bom! :)

Beijão

Polly disse...

"Ela vem do Canadá, ama rock pesado e Abba, e espera fazer um filme fofinho com Jackie Chan! Encare-a: Shania Twain não é a estrela country do seu papai."
Adorei isso! Principalmente a parte do "encare-a".

Paulo Twain disse...

Bem, Polly, não sei se eu traduzi certo esta parte do encare-a e o resto da premissa (porque esta parte eu traduzi sozinho), mas eu também adorei. A em inglês era assim:

She comes from Canada, loves hard rock and Abba, and wants to make a buddy movie with Jackie Chan! Face it: Shania Twain ain’t your daddy’s country star.

Ana Cláudia disse...

Oi Paulinho

Vim aki pegar uma foto pra postar no meu flog, de preferencia o calendario, nao se importa ne???
Eu vi o do Fa Club France, muito lindo, mas sabe ne? sou fa dos seus...
Acei demais essa entrevista, adoro o bom humor da Sha, responde de um jeito tranquilo, com piadinhas hahahahahahah
amo demais mesmo.
falar em entrevista vc me deve uma ok? preciso falar com vc a respeito disso
beijos

Allinny Twain disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blog.

Postar um comentário

Evite o uso de linguagem não apropriada.