Shania Twain

sábado, agosto 11, 2007

Entrevista: Toronto Sun 2002

Ao final de 2002, quando Shania voltava a vida de cantora, então também mãe, uma de suas primeiras aparições para promover Up! foi uma seção de entrevistas realizada no topo de um hotel francês.

O Toronto Sun foi um dos veículos utilizados para divulgar essa amostra do retorno de Shania, publicando uma entrevista completa em 4 páginas de revista, onde Shania fala da família, medos quando no 11 de setembro de 2001, esperanças, a casa na Suíça que acabava ser comprada e vários outros assuntos.

Assim que fiquei sabendo dessa entrevista por um comentário do Marco (AllShania), fiquei muito entusiasmado para poder lê-la. Como ela é muito grande e por isso sua tradução torna-se complicada, pedi a ajuda do Jean, que domina bem o inglês. Juntos traduzimos finalmente a entrevista e esperamos que gostem do que irão ler nas linhas abaixo. Nós gostamos, rs:

Capa: Siga em frente Shania

Índice:
Ritmo Up! de Shania

A sensação oriunda de Timmins Shania Twain saiu de sua reclusão num chateau suíço com um novo álbum, Up!, um filho de um ano e um estilo otimista de vida. “Eu adoro isso aqui!”, disse Shania de sua nova vida na cosmopolitana Suíça. A fabulosa compositora Jane Stevenson escalou os Alpes Suíços por uma exclusiva entrevista com a diva canadense suprema do country.

Matéria: Exclusivo: The Sun fala com a estrela sobre maternidade e seu chateau suíço.

Por Janet Stevenson – Toronto Sun, Setembro de 2002

Evian-Les-Bains, França - O novo álbum da estrela canadense do country Shania Twain é Up!

E ela não está brincando com esse título. Pelo menos não quando se sabe a altura da locação usada recentemente numa entrevistado exclusiva ao jornal The Toronto Sun, num hotel de luxo localizado à colina acima dessa pequena cidade francesa, famosa pela água consagrada mundialmente e pelos Alpes Europeus visinhos.

Logo baixo do lago Geneva está a tênue subida de Tour-de-Peilz, Suíça, onde Shania e seu marido e colaborador musical Mutt Lange compraram um chateau de alta-classe há três anos.

Ela disse que a mudança pra Europa foi uma decisão deliberada para fugir do peso de celebridade e fama que se seguiu ao sucesso de seu terceiro álbum, Come On Over, em 1999. Só agora ela está voltando ao foco das câmeras com o lançamento programado de seu novo álbum, em 19 de novembro.

Por que a Suíça? “Ah, existem muitas razões.” disse Shania, 37, impecavelmente arrumada e sentada num sofá da extensa suíte do hotel, onde passou duas semanas de agosto para entrevistas seletas com a imprensa mundial.

“Naquele tempo, quando estávamos decidindo onde ficar, onde fazer nossa morada, estava tudo muito corrido. Passamos tempos realmente difíceis, procurando privacidade e paz”, diz Shania. “Desde que estive aqui, percebi como a Suíça é famosa por isso. As pessoas são muito discretas. Elas não dão a mínima pro fato de estarem entre celebridades. Há muita gente famosíssima só na área principal.” Phil Collins e Peter Ustinov são alguns. E enquanto você pode ver a garota fora de Timmins, onde Shania, nascida em Windsor, foi criada, é difícil ver Timmins fora da garota.

“Eu gosto da neve. Mutt e eu adoramos neve”, diz Shania. “Gostamos de esquiar. Não somos grandes esquiadores, mas adoramos subir a montanha, descer com a neve em volta e depois tomar um chocolate quente. Algo bem canadense de se fazer, e eu preciso disso. Então nós achamos que esse seria um bom lugar. E ele ama a Europa como eu. Assim tivemos que achar um terreno médio onde pudéssemos ser felizes e, mesmo distante, está dando certo.”

Você pode ver de onde Shania está vindo. Uma rápida passagem pelo tranqüilo e belo Tour-de-Peilz, cerca de 45 minutos do hotel, lembra aquelas áreas de “ricos-e-famosos” como em Beverly Hills ou Palm Springs. Possui definitivamente aquele jeito europeu, com lojas de design na entrada e picos de cartão-postal ao fundo.

“Eu adoro isso”, disse Shania, dentro de sapatos Gucci e um longo casaco Mark Bouwer de couro preto. “Tenho a melhor roupa que poderia ter em qualquer lugar. Todos os melhores designers que queremos ao nosso lado estão aqui, sendo assim, são muito acessíveis. Aqui você pode viver numa vilazinha e ter acesso a um Versace, Armani ou Gucci. Todas as pequenas vilas têm essas lojas.”

E se ela quisesse ir a Londres, Paris ou Milão, não seria uma boa idéia. “Minha família adora esse lugar. Eles adoram fazer uma visita.”

Entretanto, como era de se esperar, Shania quer estar mais perto dos membros da família - e todos moram no Canadá - especialmente agora que são tios e tias de seu filho com Mutt, agora já com um ano, Eja.

“De qualquer maneira, viajo muito a trabalho, então não faz mesmo muita diferença se eu os levo pra Los Angeles ou trago-os pra Austrália comigo” disse Shania, que diz vir com freqüência por duas ou três semanas passar um tempo com eles na Suíça. “Meu trabalho me leva a todos os lugares, estão é mais fácil que eles venham comigo agora que estou morando na Suíça. As viagens não são um problema crucial. Você precisa imaginar que não é assim.”

Uma ajudinha está no fato de que Shania também possui uma casa de campo ao sul de Timmins. “Quando vou pra casa visitá-los, tenho uma casa de campo mais ao norte. Gosto de ir pra lá. Temos uma casa prontinha. Nós todos ficamos direto num ir e vir de lá.”

Fora mudar-se para a Europa, a maior mudança na vida de Shania nesses três anos foi se tornar mãe de Eja. Mas isso veio naturalmente para Shania, que - como nos conta o passado - se tornou a matriarca da família com 21 anos quando sua mãe e seu padrasto, o índio Ojibwa Jerry Twain, morreram instantaneamente na colisão de seu carro com um caminhão.

“Acho que fiquei mais emotiva depois que tive meu filho. Mais sensível”, disse Shania, que falou que a passagem para a maternidade foi fácil. “Estou me divertindo muito. Esteja como estiver, ele é um ótimo filho. Um carinha muito doce. Só fica agitado quando quer alguma coisa em especial. Não há mistério pra ele nisso tudo. Recebe tanto amor. Ama todos a sua volta tão facilmente. É de natureza tão calma - parece meu marido.”

Ela não parece estar mimando-o, apesar da incontável riqueza que ela e Mutt têm. Para o primeiro aniversário de Eja - em 12 de agosto passado, um dia depois de essa entrevista ser feita - ela tinha planejado só prepará-lo um chocolate. “Tenho um famoso bolo de chocolate com duas camadas”, disse Shania com um sorriso. “E, tendo um só ano, ele não ia mesmo saber o que estava sendo feito. Então eu pensei em tirar algumas fotos com o bolo, velas, a mamãe, o papai e um tanto de coisas. Mas sem presentes ou coisa do tipo.”

Ela parece certamente feliz vivendo sem seu castelo suíço, que ela descreve como mais uma mansão do que um castelo.

Ela e Mutt tem feito algumas renovações, como instalar um estúdio de gravação. “Ele não é um Versailles ou coisa do tipo”, disse Shania. “Eu acho que tudo no chateau tem importância histórica nessa região. Mas lá não há nada nosso em particular. É só uma grande casa... Ele tem uma ótima vista. E arquitetura francesa do século XIX.”

Quando eles começaram a procurar um lugar, não sabiam realmente o que queriam, disse ela. “Nós decidimos apenas olhar. Tentamos encontrar regiões mais abaixo, porque gostamos disso. Eles cultivam palmeiras lá. O clima é temperado. E, é claro, você está ao lado dos Alpes. Parece até que foi feito especialmente para nós”.

Falar francês, não deve ter sido difícil para Shania, que já tinha forte influência da outra língua oficial do Canadá. “Não, fluentemente não”, acrescentou ela dizer com perfeita entonação um “Mais je peux parler un peut francais”. (Mas posso falar um pouco em francês)

Então qual a cidadania de Eja, que nasceu na Suíça, tem uma mãe canadense e um pai sul-africano? “Ele é um britânico-canadense” disse Shania. “Ele tem dois passaportes”.

E vai ser músico, dada sua genética. “Bem, ele dança quando ouve música”, disse ela. “Ele tem definitivamente um pé na música. Naturalmente, adora o estúdio, mas é devido aquele monte de teclas e luzes. Não sei se será músico ou não; nós realmente não nos preocupamos com isso.”

Papai Mutt veio com um nome nada comum. “Teve influência do leste indiano. Era curto e interessante e foi Mutt que o escolheu. “Mal pude acreditar!” disse Shania. “Sou eu quem normalmente tem o controle da situação. Achei que eu escolheria o nome”.

A gravidez de Shania impediu que fosse ao Shania Twain Centre quando foi inaugurado no ano passado (2001). Sua ausência gerou alguns comentários. “Ainda não estive lá, mas irei sim”, disse ela. “Estou indo fazer algumas viagens e promoções no Canadá antes que o álbum saia, aí eu vou.”

Ela ainda fez um esforço para disfarçar-se durante sua reunião de ginásio de 2000, em Timmins, período antes da gravidez. “Eu sou assim, contente”, disse Shania. “Me senti no centro das atenções, o que me deixou meio incômoda, mas as pessoas lá são pessoas comuns”. Mas como você conseguiu manter sua presença lá em segredo? “Tenho muitos bons amigos lá, foi fácil. Eu confio neles. Eu os disse que estava indo e que isso seria segredo, assim não foi difícil. Minha irmã e eu pudemos ir juntas, o que me deu uma sensação de confortabilidade”.

Shania não compareceu ao último America All-Star: Tributo para os Heróis na TV Telethon em setembro, que aconteceu aproximadamente duas semanas depois dos ataques terroristas de 11 de setembro. “Como muitas pessoas, eu não podia viajar” disse Shania, já que Eja tinha só um mês naquela época. “Isso porque eu acabava de ter um bebe, essa foi a questão. Tudo teria sido muito, muito diferente, é claro, se eu não tivesse tido um bebê. Eu estaria lá pra ajudar com certeza. Eu lamentei muito não poder ter ido, mas não havia outro jeito. Eu tinha que amamentá-lo cinco vezes por dia, não era possível.

Shania disse que repousava em sua casa na Suíça e que viu os terríveis atentados ao vivo pela TV, como as outras pessoas.

Sua reação? “Choque total, eu não conseguia acreditar no que via”, disse ela. “O mundo está em estado de caos, isso é assustador. Mas você sabe, não se pode viver com medo. Eu não vivo com medo. Claro que todos queriam apagar esse dia da mente. Você precisa saber o que houve, mas seguir em frente. Como foi com todos os desastres acontecidos em nossa história – e houveram muitos, com impactos em todo mundo. Eu tento ver tudo com perspectiva e dizer “Bem, precisamos nos manter bem. Eu tenho uma criança muito nova agora e tenho de continuar. Não podemos ficar paralisados pelo medo”. Eu acho que foi isso que os americanos fizeram, pelo que vi, eles também tomaram essa atitude”.

Shania disse que ao contrário das pessoas que queriam ver quem amavam imediatamente, ela não estava aflita pra ver sua família no Canadá. “Quer dizer, é claro que eu sempre falava com minha família por telefone e todos estavam realmente chocados. Liguei para perguntar ‘Vocês sabem sobre o ocorrido?’ E nós tivemos muito cuidado em relação aos vôos, ao contrário das outras pessoas. Eu não quis um vôo para ver minha família, mas me apressei em saber outra maneira de vê-los”.

Shania ressaltou para que não fossem feitos julgamentos. “Eu procurei saber mais sobre o que está acontecendo no mundo. Acho que antes de sabermos mais sobre esses povos e dos problemas que eles passam, não devemos julgá-los”.

Ela tornou-se mais informada sobre os acontecimentos do mundo. “Eu sou muito mais ciente sobre os acontecimentos mundiais do que era antes. Era mais desligada, e hoje tento prestar mais atenção no que está acontecendo. Faço isso para estar sempre ciente de tudo”.
Para ver a matéria original em inglês, vá ao ShaniaFans.com, que além do texto completo, mantém fotos feitas durante a entrevista e publicadas na revista.

Já fazia algum tempo que não postávamos entrevistas na Casa, não é? Essa aí deve ter feito jus a todo esse lapso, certamente... rs

Até a próxima! :D

3 comentário (s):

Juh disse...

Paulo, as pessoas só comentam na "caixa" .-.
Mas vou dexar o primeio coment /õ/
Primeiro de tudo o banner está perfeito parabéns!!
A entrevista realmente é d+ ela fala bastante da familia mesmo, foi muito bom ler isso.
Deve ter dado trabalho em traduzir por isso parabéns pra voce e pro jean por ter feito isso por nós.

Beijoss

Paulo Twain disse...

Oi Juh!

Olha, fico muito feliz em ver que alguém no mundo descobriu porque cada postagem tem a opção comentários... heheh. sério, raramente alguém comenta aqui. Valeu mesmo!
Que bom que gostou do banner, é o primeiro coment sobre ele, rs
Eu e o jean estávamos traduzindo esta entrevista desde muuuito tempo atrás, mas nunca postavamos. rs. Foi bem legal traduzí-la, pois tem coisas muito interessantes, o que prende a atenção. Cada um de nós traduziu uma metade e depois juntamos e revisamos. Foi bem legal

obrigado, beijão!

Je@n C@rlo Tw@in disse...

Vlw pelos elogios Juh, fico muito feliz que vc esteja gostando do nosso trabalho. Beijos!

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